
Apesar de leve queda mensal em dezembro, o acumulado do ano revela um cenário preocupante para o bolso do consumidor florense; dívidas bancárias lideram o ranking.
Flores da Cunha - O cenário econômico em Flores da Cunha fechou o ano passado com um alerta ligado. Segundo dados do SPC Brasil divulgados pela CDL Flores da Cunha, o número de inadimplentes na cidade registrou uma alta de 12,05% em dezembro de 2025 na comparação com o mesmo mês de 2024. O índice é superior tanto à média da região Sul (10,86%) quanto à média nacional (10,17%), mostrando que o município enfrenta um desafio local de endividamento mais acentuado.
O levantamento revela que a “mordida” no orçamento é profunda: em média, cada consumidor negativado na cidade deve R$ 5.971,74. Embora 39,78% das dívidas sejam de até R$ 1 mil, o tempo que o nome permanece no “vermelho” impressiona, com uma média de 26,3 meses de atraso. Segundo Jásser Panizzon, presidente da CDL, essa transformação em relação ao recuo registrado em 2024 reflete um agravamento do endividamento das famílias, especialmente concentrado no sistema bancário.
“Em um ano, tudo se transformou. O cenário anual revela um agravamento do endividamento das famílias. A combinação de dívidas concentradas no sistema bancário, valores acumulados elevados e um tempo médio superior a dois anos explica esse crescimento”, analisa Panizzon.
O setor financeiro é o principal “vilão” das contas, respondendo por 58,89% das dívidas em atraso, seguido pelo comércio com 14,67%. No recorte demográfico, os homens são os mais inadimplentes (51,94%), e a faixa etária mais atingida é a de adultos entre 30 e 39 anos, que representa 26,21% dos devedores. O estudo acende um sinal amarelo para o comércio local, já que o alto comprometimento da renda com bancos reduz o poder de consumo direto nas lojas da cidade.